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| Equipe de aprendizes do programa Mulheres na
Construção Civil |
Segundo dados divulgados pelo
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mais de cinco milhões de
pessoas estavam empregadas na construção civil em 2006, sendo que 172 mil vagas
eram ocupadas por mulheres.
Muitas mulheres estão investindo em cursos de qualificação nas funções de
ajudante, pedreira, carpinteira e pintora. Até a área de hidráulica já tem
encanadoras.
"Hoje as tecnologias disponíveis nos canteiros dispensam a força física como
principal atributo", afirma Norma Sá, coordenadora administrativa do Projeto Mão
na Massa (veja boxe sobre o projeto). "As mulheres são mais cuidadosas para as
atividades de acabamento, arremate e pintura", garante Antonio Carlos Mendes
Gomes, diretor-executivo do Sinduscon-RJ (Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Rio de Janeiro).
As dificuldades de contratação
Hoje, mais que
preconceito, as mulheres encontram barreiras por causa do banheiro e vestiário
exclusivos. Instituições como o Seconci-RJ (Serviço Social da Indústria da
Construção do Rio de Janeiro) tentam mostrar que vale a pena investir. "A
questão dos vestiários é um custo a mais, por outro lado as mulheres são mais
dedicadas e utilizam corretamente os EPI''s e ferramentas", afirma Claudia Lopez
Macia, sócia-diretora da Clopez, empresa que contratou três mulheres do Projeto
Mão na Massa.
Mercado de trabalho
Há mais vagas para mulheres nas
regiões Sudeste e Sul. Em Santa Catarina, por exemplo, o Sinduscon de
Florianópolis divulgou vagas, mas houve pouco interesse. Já no Rio de Janeiro, a
construtora Brascan possui 20% do quadro composto por mulheres.
Quem deseja ingressar nesse mercado pode procurar os cursos oferecidos pelo
Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) ou mesmo por entidades
assistenciais, como ONGs (organizações não-governamentais). Poucas construtoras
oferecem cursos de qualificação profissional para mulheres, mas se ela já tiver
feito um curso tem grande chance de ser contratada.
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| Diploma do curso de pedreira entregue a
Vanderléia pelo vice-governador e secretário de obras do Rio de Janeiro, Luiz
Fernando Pezão |
Pedreira dá exemplo
Perfil: Vanderléia Constatino Dantas, 27 anos, casada, mãe
de dois filhos
Onde mora: Rio de Janeiro
(RJ)
Função: pedreira
Como aprendeu a
profissão: no Projeto Mão na
Massa.
Contratada: do Consórcio Manguinhos, para a obra de
urbanização do Complexo de Manguinhos, no Rio de Janeiro.
Média
salarial: R$ 900 (R$ 4/h).
Antes de ser
pedreira: era vendedora de lanches na subprefeitura do Méier, no Rio de
Janeiro. Nessa época ajudava meu marido a realizar obras em
casa.
Integração na empresa: a contratação de três outras
mulheres do Projeto facilitou o processo de integração.
Treinamento: para a função de pedreira, a empresa não
ofereceu curso específico, pois o Projeto já supriu
isso.
Preconceito: desconheço. No canteiro onde trabalho os
homens ajudam as mulheres sem discriminação.
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