A procura por um sistema de condução de água que suportasse altas temperaturas e pressões e, ao mesmo tempo, garantisse a estanqueidade das junções foi o que motivou o desenvolvimento dos tubos PPR na Europa. Produzido no Brasil já há alguns anos, e utilizado tanto em água quente quanto fria, o sistema é composto por tubos e conexões de polipropileno copolímero random tipo 3, resina plástica atóxica e de baixa condutividade térmica. Isso evita a transmissão de calor para a parte externa do tubo, dispensando a necessidade de isolamento térmico.
Esse tipo de tubulação dispensa roscas, soldas e colas. A instalação dos tubos de PPR utiliza o processo de termofusão, em que o material se funde a 260ºC, passando a formar uma tubulação contínua. Para isso é preciso usar o termofusor, ferramenta específica para o processo.
A tecnologia PPR facilita a instalação, já que bastam alguns segundos para a fusão acontecer. De acordo com os fabricantes, a velocidade de execução é, em média, de 4,5 m h/h.
A facilidade de instalação, contudo, não dispensa alguns cuidados. O principal deles é o respeito ao tempo necessário para a termofusão, indicado pelos fabricantes. Outra tarefa que requer precisão é a marcação da profundidade da bolsa de conexão. Além disso, não descuide da limpeza, pois rebarbas e poeiras podem comprometer o desempenho da fusão.
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