Nome: Reginaldo Alexandrino da Silva
Idade: 48 anos
Onde nasceu: Recife (PE)
Função: marceneiro
Onde trabalha: Como autônomo
Como o senhor começou a trabalhar como marceneiro?
Vim para São Paulo em 1978. Trabalhei em uma empresa que fabricava talheres. Mas quando fui mandado embora, comecei a trabalhar como marceneiro. Envolvi-me tanto com a profissão que nunca mais parei de mexer com madeira.
Quem foi seu mestre?
Tive uma boa instrução com o meu ex-sócio, que me ensinou muito sobre detalhes e acabamentos na época em que trabalhamos juntos.
É uma profissão perigosa?
Sim, o marceneiro tem que ter muito cuidado, principalmente quando for lidar com a serra circular e a tupia. O perigo de cortar as mãos é muito grande. É importante usar óculos sempre para que as lascas de madeira não machuquem os olhos.
Qual é o maior desafio que você enfrentou nessa profissão?
Logo que comecei a trabalhar como marceneiro tive muita dificuldade em arrumar novos clientes. Demorou uns dois anos para começar a aparecer serviço.
Como o senhor divulga o seu trabalho?
Um cliente acaba indicando outro e assim por diante.
Como é a sua rotina de trabalho?
Faço o meu horário, mas geralmente começo às 7 h e, dependendo do serviço, vou até às 21 h.
Quais as vantagens de trabalhar como autônomo?
É possível tirar 50% de lucro sobre uma peça. Essa porcentagem já foi maior, mas por causa dos móveis de aglomerado, o lucro do marceneiro caiu.
O que o senhor espera do futuro?
Desejo sempre fazer o melhor para que apareçam mais clientes.
O que é preciso para ser um bom marceneiro?
Qualidade, honestidade, limpeza e observar sempre os prazos de entrega. |