PROFISSIONAL
Nome: Claudionor Lourenço da Silva
Idade: 44 anos
Onde nasceu: Vila dos Remédios, capital paulista
Função atual: telhadista e professor do curso de telhadista do Senai Tatuapé
Como foi o seu começo na profissão? Comecei quando tinha 14 anos. Trabalhava como pedreiro e logo aprendi a assentar azulejo. Em 1985, fiz um telhado em uma obra de um condomínio residencial, com o incentivo do mestre Aldair Barbosa.
Como aprendeu seu ofício? Quando comecei, há 22 anos, aprendi tudo no dia-a-dia de obra. Mas em 1995, depois de dez anos de profissão, fiz um curso no Senai Tatuapé.
O que mudou na sua técnica depois que fez o curso? Aprendi a técnica correta e corrigi hábitos errados adquiridos ao longo de dez anos de profissão. O cuidado com a declividade é fundamental. A execução de um telhado depende do tipo de telha e do local onde ela será aplicada.
E como está o mercado? Telhadistas com boa técnica são raros. Eu, por exemplo, acabei me especializando no segmento alto padrão.
Acredita que isso se deve ao conhecimento das técnicas corretas? Sim, pois esse tipo de cliente é muito mais exigente e detalhista.
É uma profissão difícil? Sou um apaixonado pelo que faço e, por isso, não vejo dificuldade alguma. Mas é preciso ter técnica.
É um trabalho muito perigoso? Sim.Por excesso de confiança, muito comum em canteiros, já sofri um acidente sério caindo de uma altura de 7 m.
Características da função
O telhadista no dia-a-dia da obra - É, em geral, responsável pela instalação das telhas.
Riscos - É necessário tomar muitos cuidados já que um dos principais riscos é o de queda da cobertura.
Cuidados - A Norma Regulamentadora 18, do Ministério do Trabalho, obriga a instalação de cabo guia ou cabo de segurança para fixação de talabarte, acoplado ao cinto de segurança tipo pára-quedista.
Formação técnica - Os profissionais que têm formação técnica estão capacitados para a correta instalação das telhas, evitando futuros problemas com vazamentos e umidade, além de aprenderem os procedimentos de segurança.
Mercado de trabalho - Embora haja muitos profissionais capacitados, tanto telhadistas como carpinteiros, há um grande número de telhadistas que desconhecem as técnicas, normas e procedimentos para a instalação e montagem de cobertura. Isso pode levar a vazamentos e até a perda total da cobertura, quando não são respeitados o mínimo de inclinação, sobreposições, alinhamentos, esquadros e outros itens.
Bom profissional - Para ser um bom telhadista, além do conhecimento técnico necessário, o profissional deve ser uma pessoa atenciosa aos detalhes e prezar pela sua segurança e a dos demais colegas.
Onde aprender a profissão - A Escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, localizada no Tatuapé, possui cursos de telhadista em diversas modalidades, tais como cerâmico, concreto e fibrocimento. Essa última modalidade é oferecida em parceria com o Grupo Eternit e é gratuita.
Apoio técnico: engenheiro José Pianheri, coordenador de assistência técnica da Eternit